“A Música Sacra no Séc. XX”

O estudo que fui fazendo ultimamente à volta da figura de Hermann Schroeder colocou-me perante um conjunto de elementos biográficos e bibliográficos que foram clarificando um tema que me vem ocupando ao longo do tempo e sobre o qual já escrevi em diversos contextos: a evolução da música sacra no séc. XX, no contexto da evolução da música europeia, tendo como especial referência e centro a realização do Concílio Vaticano II e a reforma litúrgica daí decorrente. Nesse contexto, encontra o seu lugar, de forma ímpar, Hermann Schroeder, como se pode inferir do artigo que sobre ele escrevi recentemente. Do conjunto de subsídios que fui encontrando e consultado estava um texto – Tese de Mestrado – que consultei e cujos dados principais e pertinentes incluí já no referido artigo. Porém, desde logo, tive consciência de que merecia uma leitura mais atenta e eventualmente a sua divulgação.

O facto de estar escrito em língua alemã torna-o porventura inacessível à grande maioria, e mesmo eu não domino verdadeiramente o idioma germânico. No entanto aventurei-me a pensar numa tradução, facilitada consideravelmente pelo tradutor “Google”. Fiz uma leitura e revisão cuidada da tradução, confrontando com o original, no sentido de utilizar, para cada tema e em cada contexto, os termos técnicos quer da música quer da liturgia, segundo a terminologia própria da língua portuguesa. Note-se que há palavras no original que podem ter três traduções diferentes conforme os contextos, o que um “tradutor automático” não distingue.

Por questões de “layout”, respeitei a paginação do PDF original, até por causa das notas de rodapé e das imagens de partitura, o que resulta numa imagem nem sempre ideal da página, mas possível de modo a poder ser lido com um mínimo de qualidade. Para quem pretender utilizar o original apresento-o também de seguida, já que se encontra disponível on line. Penso que esta Tese representa a melhor síntese sobre a questão da música sacra no séc. XX, aqui abordada em todas as dimensões em que deve ser abordada: Histórica, Teológica, Litúrgica, Musical, etc. Salvaguardam-se porém duas particularidades: a visão particular, mesmo que muito equilibrada de Hermann Schroeder acerca do assunto, bem como a leitura nem sempre muito esclarecida em alguns assuntos do seu autor.

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