Pontifício Istituto di Musica Sacra
Uns dias antes da minha partida definitiva de Roma, ocorrida a 16 de Junho de 1992, depois de ter frequentado o PIMS durante quatro anos, um tanto desiludido com algumas situações vividas ou verificadas, que em nada abonavam em favor da grandeza e da responsabilidade daquela prestigiada instituição de formação musical sacra, dirigi-me ao então Preside, Dom Abb. Bonifácio Giacomo Baroffio, com quem tinha uma relação de admiração e confiança mútua, apresentando-lhe as minhas preocupações e motivações para abandonar precoce e definitivamente a Escola. Concordando comigo na maior parte das preocupações manifestadas, pediu-me para eu colocar por escrito as ideias que acabava de lhe apresentar, o que eu fiz de imediato e lhe entreguei já em vésperas da partida. Agradeceu-me a solicitude manifestada, mas pouco depois, perdi o rasto a esse documento impresso, com grande pena minha, porque fazia um pouco parte da minha história por lá e apresentava a justificação de uma atitude que assumi e me haveria de trazer alguns dissabores nos tempos subsequentes. A mim e a ele que também acabou por abandonar tudo… Há pouco tempo, um tanto por acaso, acabei por descobrir que, afinal, tal documento não se perdera e se encontrava, na sua forma digital, entre outros meus documentos de então, conservado apesar das alterações de formatação motivadas pela rápida evolução dos meios informáticos então muito rudimentares. Revi a formatação e traduzi-o para a língua portuguesa pois, no momento, mesmo com as minhas naturais dificuldades e limitações, lho apresentei em língua italiana. Tive algumas dúvidas em dá-lo agora a público, mas ao reparar que, felizmente, muito do que eu sugeri então acabaria por ser levado em conta, na revisão posterior do Plano de Estudos – mesmo que este me suscite algumas reservas – aqui fica, para “memória futura”. Vale o que vale e representa a minha análise de uma situação vivida e a minha opinião, então apresentada, a esse respeito.
